Até quando vamos ser moldados?
Ninguém se conforma do jeito que estamos, sempre querem nos apresentar algo que não nos cabe seguir.
Sempre falta aquele AUTO AJUDA.
Auto ajuda que eu digo são todos os livros que nos dão para ter base de algo que já sabemos, mas será que necessitamos realmente disso para ser quem somos? Perdemos nossa essência? E os prazeres de aprender com erros? E o prazer maior de ser autêntico?
É... Não quero parar aqui lendo livros de "Vivendo e aprendendo com os jovens" ou "Por que os homens amam as mulheres poderosas?"
Não seria bem melhor conquistar as pessoas pelo seu jeito, defeitos e graças? Seja em uma roda de amigos, seja em uma paquera ou no emprego...
terça-feira, 30 de junho de 2015
Incertezas
quinta-feira, 18 de junho de 2015
Tabacaria
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo.
que ninguém sabe quem é
( E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes
e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fernando Pessoa
quarta-feira, 17 de junho de 2015
Qual a importância da História para o homem?
Nem eu sei. Mas procurando lá no fundo da cachola eu encontrei uma resposta simples.
Um homem sem história é um homem sem vida, ou um homem sem vida pode fazer história?
Todos nós desde o início da vida fazemos história, na barriga de nossa mãe nós somos a história dela e vice versa.
A história é importante para conhecer o passado, não somente isso, mas também para perceber o quanto evoluímos com o passar do tempo. Conhecer a si mesmo também é um pouco de história, pois olhamos sempre as nossas histórias passadas, seja para comparar, compreender ou investigar sua vida.
Apesar de nossos nomes não aparecerem nos livros SOMOS TODOS PERSONAGENS, de um jeito ou de outro fazemos a história acontecer. SOMOS A HISTÓRIA.
Absurdo
Frente ao absurdo sentido de uma vida
[Sem sentido
Vejo a existente possibilidade de um sentido a ela atribuir,
[Criar-lhe.
Sou um homem vazio, sou nada,
[Que busca seu ser.
É justamente meu ser que é nada, que o absurdo existe e se introjetar.
Quero erigir-me acima do homem que sou
[E não sou.
Elevar-me acima do caótico caos do rebanho
E nesse caos, que sou, tornar-me estrela,
[Acima de todos
Do cume tudo e todos são pequenos...
Mas como odeiam os que tem asas,
[Querem matar-me
Minha morte me faz ressuscitar e viver o sentido de minha absurda existência.
Autor: Felipe Catão
terça-feira, 16 de junho de 2015
Algo que não interessaria ninguém
Um dia quando eu passava por aí te vi, mas eu não podia te tocar. Foi o início de uma amizade, daquelas amizades bobas de beliscar, bater e xingar. Nos aproximamos acabamos nos apaixonando. Eu nunca entendi... Pra que devo gostar de alguém? Queria voltar a ser criança pra poder evitar isso tudo que está acontecendo... Me sinto abandonada. Amigos? Se tive, eram apenas dois ou sei lá. Mas quem andava comigo e agora fala de mim pelas costas não é meu amigo. Mas sinto falta de um amigo... Que era o mesmo que o meu amor. Eu me odeio por ter que gostar de alguém. Mas se eu nunca gostasse eu não aprenderia a prender minhas lágrimas.